{"id":1506,"date":"2022-08-06T10:00:00","date_gmt":"2022-08-06T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/miguel-arruda.com\/poesiacomsotaque\/?p=1506"},"modified":"2022-03-08T15:26:27","modified_gmt":"2022-03-08T18:26:27","slug":"navio-negreiro-castro-alves-episodio-14","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/miguel-arruda.com\/poesiacomsotaque\/navio-negreiro-castro-alves-episodio-14\/","title":{"rendered":"Navio negreiro &#8211; Castro Alves &#8211; Epis\u00f3dio 14"},"content":{"rendered":"\n<p>I<br>&#8216;Stamos em pleno mar\u2026 Doudo no espa\u00e7o<br>Brinca o luar \u2014 dourada borboleta;<br>E as vagas ap\u00f3s ele correm\u2026 cansam<br>Como turba de infantes inquieta.<\/p>\n\n\n\n<p><br>&#8216;Stamos em pleno mar\u2026 Do firmamento<br>Os astros saltam como espumas de ouro\u2026<br>O mar em troca acende as ardentias,<br>\u2014 Constela\u00e7\u00f5es do l\u00edquido tesouro\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><br>&#8216;Stamos em pleno mar\u2026 Dois infinitos<br>Ali se estreitam num abra\u00e7o insano,<br>Azuis, dourados, pl\u00e1cidos, sublimes\u2026<br>Qual dos dous \u00e9 o c\u00e9u? qual o oceano?\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><br>&#8216;Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas<br>Ao quente arfar das vira\u00e7\u00f5es marinhas,<br>Veleiro brigue corre \u00e0 flor dos mares,<br>Como ro\u00e7am na vaga as andorinhas\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><br>Donde vem? onde vai? Das naus errantes<br>Quem sabe o rumo se \u00e9 t\u00e3o grande o espa\u00e7o?<br>Neste saara os corc\u00e9is o p\u00f3 levantam,<br>Galopam, voam, mas n\u00e3o deixam tra\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Bem feliz quem ali pode nest&#8217;hora<br>Sentir deste painel a majestade!<br>Embaixo \u2014 o mar em cima \u2014 o firmamento\u2026<br>E no mar e no c\u00e9u \u2014 a imensidade!<\/p>\n\n\n\n<p><br>Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!<br>Que m\u00fasica suave ao longe soa!<br>Meu Deus! como \u00e9 sublime um canto ardente<br>Pelas vagas sem fim boiando \u00e0 toa!<\/p>\n\n\n\n<p><br>Homens do mar! \u00f3 rudes marinheiros,<br>Tostados pelo sol dos quatro mundos!<br>Crian\u00e7as que a procela acalentara<br>No ber\u00e7o destes p\u00e9lagos profundos!<\/p>\n\n\n\n<p><br>Esperai! esperai! deixai que eu beba<br>Esta selvagem, livre poesia<br>Orquestra \u2014 \u00e9 o mar, que ruge pela proa,<br>E o vento, que nas cordas assobia\u2026<br>\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026.<br>Por que foges assim, barco ligeiro?<br>Por que foges do p\u00e1vido poeta?<br>Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira<br>Que semelha no mar \u2014 doudo cometa!<\/p>\n\n\n\n<p><br>Albatroz! Albatroz! \u00e1guia do oceano,<br>Tu que dormes das nuvens entre as gazas,<br>Sacode as penas, Leviathan do espa\u00e7o,<br>Albatroz! Albatroz! d\u00e1-me estas asas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>II<\/p>\n\n\n\n<p>Que importa do nauta o ber\u00e7o,<br>Donde \u00e9 filho, qual seu lar?<br>Ama a cad\u00eancia do verso<br>Que lhe ensina o velho mar!<br>Cantai! que a morte \u00e9 divina!<br>Resvala o brigue \u00e0 bolina<br>Como golfinho veloz.<br>Presa ao mastro da mezena<br>Saudosa bandeira acena<br>As vagas que deixa ap\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Do Espanhol as cantilenas<br>Requebradas de langor,<br>Lembram as mo\u00e7as morenas,<br>As andaluzas em flor!<br>Da It\u00e1lia o filho indolente<br>Canta Veneza dormente,<br>\u2014 Terra de amor e trai\u00e7\u00e3o,<br>Ou do golfo no rega\u00e7o<br>Relembra os versos de Tasso,<br>Junto \u00e0s lavas do vulc\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p><br>O Ingl\u00eas \u2014 marinheiro frio,<br>Que ao nascer no mar se achou,<br>(Porque a Inglaterra \u00e9 um navio,<br>Que Deus na Mancha ancorou),<br>Rijo entoa p\u00e1trias gl\u00f3rias,<br>Lembrando, orgulhoso, hist\u00f3rias<br>De Nelson e de Aboukir.. .<br>O Franc\u00eas \u2014 predestinado \u2014<br>Canta os louros do passado<br>E os loureiros do porvir!<\/p>\n\n\n\n<p><br>Os marinheiros Helenos,<br>Que a vaga j\u00f4nia criou,<br>Belos piratas morenos<br>Do mar que Ulisses cortou,<br>Homens que F\u00eddias talhara,<br>V\u00e3o cantando em noite clara<br>Versos que Homero gemeu \u2026<br>Nautas de todas as plagas,<br>V\u00f3s sabeis achar nas vagas<br>As melodias do c\u00e9u! \u2026<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>III<\/p>\n\n\n\n<p>Desce do espa\u00e7o imenso, \u00f3 \u00e1guia do oceano!<br>Desce mais \u2026 inda mais\u2026 n\u00e3o pode olhar humano<br>Como o teu mergulhar no brigue voador!<br>Mas que vejo eu a\u00ed\u2026 Que quadro d&#8217;amarguras!<br>\u00c9 canto funeral! \u2026 Que t\u00e9tricas figuras! \u2026<br>Que cena infame e vil\u2026 Meu Deus! Meu Deus! Que horror!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>IV<\/p>\n\n\n\n<p>Era um sonho dantesco\u2026 o tombadilho<br>Que das luzernas avermelha o brilho.<br>Em sangue a se banhar.<br>Tinir de ferros\u2026 estalar de a\u00e7oite\u2026<br>Legi\u00f5es de homens negros como a noite,<br>Horrendos a dan\u00e7ar\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><br>Negras mulheres, suspendendo \u00e0s tetas<br>Magras crian\u00e7as, cujas bocas pretas<br>Rega o sangue das m\u00e3es:<br>Outras mo\u00e7as, mas nuas e espantadas,<br>No turbilh\u00e3o de espectros arrastadas,<br>Em \u00e2nsia e m\u00e1goa v\u00e3s!<\/p>\n\n\n\n<p><br>E ri-se a orquestra ir\u00f4nica, estridente\u2026<br>E da ronda fant\u00e1stica a serpente<br>Faz doudas espirais \u2026<br>Se o velho arqueja, se no ch\u00e3o resvala,<br>Ouvem-se gritos\u2026 o chicote estala.<br>E voam mais e mais\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><br>Presa nos elos de uma s\u00f3 cadeia,<br>A multid\u00e3o faminta cambaleia,<br>E chora e dan\u00e7a ali!<br>Um de raiva delira, outro enlouquece,<br>Outro, que mart\u00edrios embrutece,<br>Cantando, geme e ri!<\/p>\n\n\n\n<p><br>No entanto o capit\u00e3o manda a manobra,<br>E ap\u00f3s fitando o c\u00e9u que se desdobra,<br>T\u00e3o puro sobre o mar,<br>Diz do fumo entre os densos nevoeiros:<br>&#8220;Vibrai rijo o chicote, marinheiros!<br>Fazei-os mais dan\u00e7ar!\u2026&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><br>E ri-se a orquestra ir\u00f4nica, estridente. . .<br>E da ronda fant\u00e1stica a serpente<br>           Faz doudas espirais\u2026<br>Qual um sonho dantesco as sombras voam!\u2026<br>Gritos, ais, maldi\u00e7\u00f5es, preces ressoam!<br>           E ri-se Satan\u00e1s!\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>V<\/p>\n\n\n\n<p>Senhor Deus dos desgra\u00e7ados!<br>Dizei-me v\u00f3s, Senhor Deus!<br>Se \u00e9 loucura\u2026 se \u00e9 verdade<br>Tanto horror perante os c\u00e9us?!<br>\u00d3 mar, por que n\u00e3o apagas<br>Co&#8217;a esponja de tuas vagas<br>De teu manto este borr\u00e3o?\u2026<br>Astros! noites! tempestades!<br>Rolai das imensidades!<br>Varrei os mares, tuf\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p><br>Quem s\u00e3o estes desgra\u00e7ados<br>Que n\u00e3o encontram em v\u00f3s<br>Mais que o rir calmo da turba<br>Que excita a f\u00faria do algoz?<br>Quem s\u00e3o? Se a estrela se cala,<br>Se a vaga \u00e0 pressa resvala<br>Como um c\u00famplice fugaz,<br>Perante a noite confusa\u2026<br>Dize-o tu, severa Musa,<br>Musa lib\u00e9rrima, audaz!\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><br>S\u00e3o os filhos do deserto,<br>Onde a terra esposa a luz.<br>Onde vive em campo aberto<br>A tribo dos homens nus\u2026<br>S\u00e3o os guerreiros ousados<br>Que com os tigres mosqueados<br>Combatem na solid\u00e3o.<br>Ontem simples, fortes, bravos.<br>Hoje m\u00edseros escravos,<br>Sem luz, sem ar, sem raz\u00e3o. . .<\/p>\n\n\n\n<p><br>S\u00e3o mulheres desgra\u00e7adas,<br>Como Agar o foi tamb\u00e9m.<br>Que sedentas, alquebradas,<br>De longe\u2026 bem longe v\u00eam\u2026<br>Trazendo com t\u00edbios passos,<br>Filhos e algemas nos bra\u00e7os,<br>N&#8217;alma \u2014 l\u00e1grimas e fel\u2026<br>Como Agar sofrendo tanto,<br>Que nem o leite de pranto<br>T\u00eam que dar para Ismael.<\/p>\n\n\n\n<p><br>L\u00e1 nas areias infindas,<br>Das palmeiras no pa\u00eds,<br>Nasceram crian\u00e7as lindas,<br>Viveram mo\u00e7as gentis\u2026<br>Passa um dia a caravana,<br>Quando a virgem na cabana<br>Cisma da noite nos v\u00e9us \u2026<br>\u2026 Adeus, \u00f3 cho\u00e7a do monte,<br>\u2026 Adeus, palmeiras da fonte!\u2026<br>\u2026 Adeus, amores\u2026 adeus!\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><br>Depois, o areal extenso\u2026<br>Depois, o oceano de p\u00f3.<br>Depois no horizonte imenso<br>Desertos\u2026 desertos s\u00f3\u2026<br>E a fome, o cansa\u00e7o, a sede\u2026<br>Ai! quanto infeliz que cede,<br>E cai p&#8217;ra n\u00e3o mais s&#8217;erguer!\u2026<br>Vaga um lugar na cadeia,<br>Mas o chacal sobre a areia<br>Acha um corpo que roer.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Ontem a Serra Leoa,<br>A guerra, a ca\u00e7a ao le\u00e3o,<br>O sono dormido \u00e0 toa<br>Sob as tendas d&#8217;amplid\u00e3o!<br>Hoje\u2026 o por\u00e3o negro, fundo,<br>Infecto, apertado, imundo,<br>Tendo a peste por jaguar\u2026<br>E o sono sempre cortado<br>Pelo arranco de um finado,<br>E o baque de um corpo ao mar\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><br>Ontem plena liberdade,<br>A vontade por poder\u2026<br>Hoje\u2026 c\u00fam&#8217;lo de maldade,<br>Nem s\u00e3o livres p&#8217;ra morrer. .<br>Prende-os a mesma corrente<br>\u2014 F\u00e9rrea, l\u00fagubre serpente \u2014<br>Nas roscas da escravid\u00e3o.<br>E assim zombando da morte,<br>Dan\u00e7a a l\u00fagubre coorte<br>Ao som do a\u00e7oute\u2026 Irris\u00e3o!\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><br>Senhor Deus dos desgra\u00e7ados!<br>Dizei-me v\u00f3s, Senhor Deus,<br>Se eu deliro\u2026 ou se \u00e9 verdade<br>Tanto horror perante os c\u00e9us?!\u2026<br>\u00d3 mar, por que n\u00e3o apagas<br>Co&#8217;a esponja de tuas vagas<br>Do teu manto este borr\u00e3o?<br>Astros! noites! tempestades!<br>Rolai das imensidades!<br>Varrei os mares, tuf\u00e3o! \u2026<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>VI<\/p>\n\n\n\n<p>Existe um povo que a bandeira empresta<br>P&#8217;ra cobrir tanta inf\u00e2mia e cobardia!\u2026<br>E deixa-a transformar-se nessa festa<br>Em manto impuro de bacante fria!\u2026<br>Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira \u00e9 esta,<br>Que impudente na g\u00e1vea tripudia?<br>Sil\u00eancio. Musa\u2026 chora, e chora tanto<br>Que o pavilh\u00e3o se lave no teu pranto! \u2026<\/p>\n\n\n\n<p><br>Auriverde pend\u00e3o de minha terra,<br>Que a brisa do Brasil beija e balan\u00e7a,<br>Estandarte que a luz do sol encerra<br>E as promessas divinas da esperan\u00e7a\u2026<br>Tu que, da liberdade ap\u00f3s a guerra,<br>Foste hasteado dos her\u00f3is na lan\u00e7a<br>Antes te houvessem roto na batalha,<br>Que servires a um povo de mortalha!\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><br>Fatalidade atroz que a mente esmaga!<br>Extingue nesta hora o brigue imundo<br>O trilho que Colombo abriu nas vagas,<br>Como um \u00edris no p\u00e9lago profundo!<br>Mas \u00e9 inf\u00e2mia demais! \u2026 Da et\u00e9rea plaga<br>Levantai-vos, her\u00f3is do Novo Mundo!<br>Andrada! arranca esse pend\u00e3o dos ares!<br>Colombo! fecha a porta dos teus mares!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>I&#8216;Stamos em pleno mar\u2026 Doudo no espa\u00e7oBrinca o luar \u2014 dourada borboleta;E as vagas ap\u00f3s ele correm\u2026 cansamComo turba de infantes inquieta. &#8216;Stamos em pleno mar\u2026 Do firmamentoOs astros saltam como espumas de ouro\u2026O mar em troca acende as ardentias,\u2014 Constela\u00e7\u00f5es do l\u00edquido tesouro\u2026 &#8216;Stamos em pleno mar\u2026 Dois infinitosAli se estreitam num abra\u00e7o insano,Azuis,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1374,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","filesize_raw":"","footnotes":""},"categories":[9],"tags":[44,43,15,14,17,16],"class_list":["post-1506","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-declamadas","tag-castro-alves","tag-navio-negreiro","tag-nordeste","tag-poesia","tag-sertao","tag-sotaque"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Navio negreiro - Castro Alves - Epis\u00f3dio 14 - Poesia com sotaque<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/miguel-arruda.com\/poesiacomsotaque\/navio-negreiro-castro-alves-episodio-14\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Navio negreiro - Castro Alves - Epis\u00f3dio 14 - Poesia com sotaque\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"I&#8216;Stamos em pleno mar\u2026 Doudo no espa\u00e7oBrinca o luar \u2014 dourada borboleta;E as vagas ap\u00f3s ele correm\u2026 cansamComo turba de infantes inquieta. &#8216;Stamos em pleno mar\u2026 Do firmamentoOs astros saltam como espumas de ouro\u2026O mar em troca acende as ardentias,\u2014 Constela\u00e7\u00f5es do l\u00edquido tesouro\u2026 &#8216;Stamos em pleno mar\u2026 Dois infinitosAli se estreitam num abra\u00e7o insano,Azuis,...\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/miguel-arruda.com\/poesiacomsotaque\/navio-negreiro-castro-alves-episodio-14\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Poesia com sotaque\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/miguelarruda.dh\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2022-08-06T13:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/miguel-arruda.com\/poesiacomsotaque\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Navio-negreiro.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Miguel Arruda\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Miguel Arruda\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"8 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/miguel-arruda.com\/poesiacomsotaque\/navio-negreiro-castro-alves-episodio-14\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/miguel-arruda.com\/poesiacomsotaque\/navio-negreiro-castro-alves-episodio-14\/\"},\"author\":{\"name\":\"Miguel Arruda\",\"@id\":\"https:\/\/miguel-arruda.com\/poesiacomsotaque\/#\/schema\/person\/1dd2ea3e3febc5da00e1a72b0ec1e64c\"},\"headline\":\"Navio negreiro &#8211; 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